pasta para ostomia

Pasta para ostomia: saiba quando e como usar

Confira a seguir quando e como usar a pasta para ostomia corretamente para garantir uma boa aderência da placa protetora à pele. 

Quem tem uma placa de ostomia sabe que de vez em quando podem surgir alguns incômodos, por exemplo, quando a placa de ostomia não estar aderindo à pele como deveria.

Em geral, o material da placa de ostomia é fabricado para garantir uma boa aderência à pele. Entretanto, não é impossível que, eventualmente, você encontre alguma dificuldade para garantir a aderência da placa. 

Fique tranquilo, quando ocorrerem situações incômodas como essa, você poderá usar produtos específicos como a pasta para ostomia. 

Confira o artigo que preparamos para você e entenda quando e como usar a pasta para ostomia corretamente!

Saiba mais sobre a pasta para ostomia

Em geral, a pasta para ostomia é recomendada para vedar ou preencher contornos irregulares da pele ao redor da placa de ostomia, como as cicatrizes, rugas e dobras da pele.

A pasta para ostomia também tem a função de deixar a pele com a superfície mais plana e homogênea, além de impedir vazamentos na região do estoma.

Em geral, as pastas são compostas por hidrocolóides, por isso, absorvem a umidade da região, mantendo a pele seca ao redor do estoma.

Além disso, a pasta aumenta a aderência do sistema coletor com a pele periestomal e, ainda, é livre de látex de borracha natural. 

Saiba como e quando usar a pasta de ostomia

A pasta para ostomia pode ser aplicada ao redor de colostomias, ileostomias ou urostomias. Confira a seguir algumas instruções de uso:

  • Com a pele limpa e seca, aplique uma pequena gota da pasta na borda interna da base/bolsa que entrará em contato com a pele.
  • Se necessário, aplique um pouco mais de produto nas áreas irregulares perto do estoma e posicione a bolsa de ostomia como de costume.

Confira 5 indicações de uso da pasta para ostomia

  1. Indicado para o uso na pele periestomal como uma barreira protetora reduzindo o risco de irritação da pele causada pelos efluentes.
  2. Auxilia a prevenir o vazamento de eliminações do estoma através da formação de uma barreira selante.
  3. Ajuda a manter a pele saudável, pois tem um efeito hidratante e permite que a base adesiva tenha boa aderência à pele.
  4. Pode ser utilizada para proteger a pele exposta ao redor de locais de fístulas entre a base do estoma e o orifício da placa protetora.
  5. Pode ser usada como material de enchimento para dobras da pele e superfícies cutâneas irregulares.

Veja como fazer a remoção da pasta para ostomia

Em geral, a pasta para ostomia é facilmente removível 48 horas após a aplicação. Caso a pasta protetora precise ser removida mais rapidamente, use água morna. 

Lembrando ser preciso tomar cuidado na remoção de resíduos adesivos para não expor a pele ao risco de irritação ao esfregar a pasta para removê-la.

Nesse caso, para uma limpeza eficiente dos resíduos é recomendado utilizar o removedor de adesivo.

Entenda por que a placa pode não aderir à pele

Antes de aplicar a pasta para ostomia, é preciso analisar por que a placa protetora não está colando na pele. A seguir, vamos examinar alguns casos mais comuns.

1. Pouca pressão na colagem da placa

Algumas placas demandam um pouco mais de pressão no momento da colagem. Por isso, se a pressão não foi suficiente, você pode ter problemas. Esse é um cuidado a ser lembrado a cada troca de placa.

Uma boa dica é, após aplicar a placa, usar a palma da mão para gerar uma leve pressão, por um ou dois minutos. Em caso de dúvidas, o ideal é consultar um enfermeiro estomaterapeuta para ele explicar a melhor forma de fazer esta troca.

2. Feridas na pele periestoma

A pele ao redor do estoma, chamada pele periestoma, é motivo de atenção constante para quem tem uma ostomia.

Apesar de todos os cuidados, é possível que, em algum momento, a pele esteja irritada ou machucada. E o inchaço, a coceira ou mesmo a secreção que possa estar drenando de alguma feridinha na região podem prejudicar a aderência na placa.

Os casos mais simples, naturalmente, podem ser solucionados com o uso de certos produtos para proteção da pele, como o pó, o spray ou o creme. Porém, em situações mais delicadas, recomendamos consultar seu médico ou estomaterapeuta.

3. Estoma retraído

Se o seu estoma é retraído, a superfície de contato entre a placa e a pele do abdome pode estar prejudicada. Assim, é possível que ocorram vazamentos por baixo da placa, o que prejudica ainda mais a eficácia da colagem. 

Neste caso, além da pasta, você pode experimentar usar uma placa convexa, que é mais recomendada para melhorar a superfície de contato com a pele e, com isso, a aderência a ela.

4. Presença de pelos na região

Especialmente para os homens, a placa de ostomia pode não estar aderindo na pele por conta dos pêlos da região do estoma. Nessa situação, independente de se utilizar ou não a pasta para ostomia, é importante aparar bem os pêlos ao redor da área.

Se for esse o caso, o ideal é usar uma tesoura ou uma maquininha de cortar cabelos. Evite lâminas de barbear ou mesmo a depilação com cera, pois esses métodos podem irritar a pele, prejudicando ainda mais a adesão da placa.

Em geral, estes são alguns dos motivos que podem levar a uma dificuldade na colagem da placa de ostomia na pele e, dessa forma, ser necessário o uso de produtos para melhorar essa aderência da placa na pele. 

Produtos não substituem uma rotina adequada 

Lembrando que os melhores produtos não substituem uma rotina adequada de cuidados, com o equipamento, o estoma e a pele em torno.

Por isso, procure manter a pele sempre limpa e seca, e testar os materiais utilizados em outras regiões do corpo para evitar alergias, por exemplo. Dessa forma, você terá uma rotina mais tranquila e segura com a sua ostomia.

Acima de tudo, conte conosco da Osto+ para ajudar você nessa caminhada!

Quer saber mais? Tem alguma dúvida? Faça uma pergunta para um dos nossos especialistas, na comunidade Osto+.

EQUIPE OSTO+

Escrito pela equipe de redatores, fundamentado na Referências Bibliográficas da Comunidade Ostomais e aprovado pelo Conselho Médico Editorial.

Respostas

🇪🇸 Español »